O que vai a mim, não sou eu
o que está em mim, se perdeu...
o que faz tão largo,
este residente amargo?
Por que o que me arvora,
incólume, me devora?
O que vem de mim, não é meu
o que passa por mim, esvaeceu...
por que este âmago latente
que finge, morre em mim,
e mente?
O que pesa em mim, corroeu
o que leva de mim,
dentro, e perto, e centro
estremeceu...
por que e onde d’essa ânsia,
que já é fulcro e reentrância ?
Por que o que preso, excreta,
e me assola, e se decreta?
O que jaz por mim, já viveu
o que vive em mim, já jazeu
o que foge de mim, pariu
o que queima de mim
já esmoreceu...
o que longe de mim, partiu
o que próximo de mim,
nada mais aconteceu...
o que está em mim, se perdeu...
o que faz tão largo,
este residente amargo?
Por que o que me arvora,
incólume, me devora?
O que vem de mim, não é meu
o que passa por mim, esvaeceu...
por que este âmago latente
que finge, morre em mim,
e mente?
O que pesa em mim, corroeu
o que leva de mim,
dentro, e perto, e centro
estremeceu...
por que e onde d’essa ânsia,
que já é fulcro e reentrância ?
Por que o que preso, excreta,
e me assola, e se decreta?
O que jaz por mim, já viveu
o que vive em mim, já jazeu
o que foge de mim, pariu
o que queima de mim
já esmoreceu...
o que longe de mim, partiu
o que próximo de mim,
nada mais aconteceu...
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