Depois
do ultimo naufrágio,
do ultimo naufrágio,
lentamente
regresso à
superfície.
Mais uma vez ignoro,
superfície.
Mais uma vez ignoro,
os
disfarces do destino.
Hoje sei com resignação,
disfarces do destino.
Hoje sei com resignação,
que
nem todas as manhãs
são de primavera,
nem todas as manhãs
são de primavera,
que
nem todos os penhasco
nem todos os penhasco
são
ameaçadores,
ameaçadores,
Que
nem todos os abismos
nem todos os abismos
necessariamente
tem que ter fim.
Hoje sei que as pedras do caminho
tem que ter fim.
Hoje sei que as pedras do caminho
não
estão lá para mostrar-me a direção.
estão lá para mostrar-me a direção.
Hoje
desafio com rigor
cada angustia
ou desejo inconfessável,
recupero a distraída
bússola da alma,
obstáculos povoados
na memória indelével.
Falo como alguém
desafio com rigor
cada angustia
ou desejo inconfessável,
recupero a distraída
bússola da alma,
obstáculos povoados
na memória indelével.
Falo como alguém
que
só tem ouvidos para verdade.
só tem ouvidos para verdade.
Não
suporto a mentira,
Não vou ocultar palavras.
vou remover a tua essência
para um verdadeiro renascer
na insustentável leveza de ser
suporto a mentira,
Não vou ocultar palavras.
vou remover a tua essência
para um verdadeiro renascer
na insustentável leveza de ser
apenas
Eu
Eu
Em algum lugar, encerrado no tempo, onde tudo aquilo que sonhamos é realidade, onde a
vida corre ao sabor da brisa de um vento que sopra suave. Nesse lugar, onde
encontramos a verdadeira liberdade, onde somos tudo aquilo que sonhamos ser,
esse lugar, é um céu azul, onde estiramos as nossas almas de pássaro e voamos.
vida corre ao sabor da brisa de um vento que sopra suave. Nesse lugar, onde
encontramos a verdadeira liberdade, onde somos tudo aquilo que sonhamos ser,
esse lugar, é um céu azul, onde estiramos as nossas almas de pássaro e voamos.
E segues-me, num voo rasante sobre o mar, igualmente azul como este céu imenso
que nos segura com fios invisíveis. Este Sol, por nós inventado é luz que te brilha
na alma como farol em noite escura. A felicidade, encontrá-la-ás aqui, neste
lugar escondido nos confins dos nossos sentidos. E saltamos, precipitando-nos
como chuva de verão nas águas calmas deste oceano, como peixes afagados pela
água pura que nos preenche.
que nos segura com fios invisíveis. Este Sol, por nós inventado é luz que te brilha
na alma como farol em noite escura. A felicidade, encontrá-la-ás aqui, neste
lugar escondido nos confins dos nossos sentidos. E saltamos, precipitando-nos
como chuva de verão nas águas calmas deste oceano, como peixes afagados pela
água pura que nos preenche.
E do perfume dos teus cabelos solta-se a fragrância que me guia neste paraíso
perdido, lugar encantado onde as fábulas que te escrevo são tão reais que as
podes tocar, tocar-me, num abraço profundo, onde nossas bocas se colam e se
beijam alimentando as almas, preenchendo todos os sentidos numa explosão de
prazer que extravasa os corpos e nos enche a libido sem que as peles se toquem.
perdido, lugar encantado onde as fábulas que te escrevo são tão reais que as
podes tocar, tocar-me, num abraço profundo, onde nossas bocas se colam e se
beijam alimentando as almas, preenchendo todos os sentidos numa explosão de
prazer que extravasa os corpos e nos enche a libido sem que as peles se toquem.
