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domingo, 2 de janeiro de 2011

Memórias com Sabor de Hortelã









Ainda com o gosto de pastilhas de hortelã na boca, sinto o tédio da manhã que começa. Me veio uma lembrança e uma pergunta.
Vampiros existem?


Um dia eu conheci um vampiro!

Ele adivinhava meus pensamentos. Dizia, que estaria em meu quarto todas as noites para me proteger e me ver dormir. Escutava rock. Tinha um gosto refinado e a eternidade nas palavras. Por muito tempo, mesmo tendo vidas paralelas, eu aqui, ele lá. Estávamos cientes da nossa condição, de vivermos longe, mas ligados por um sentimento humanamente inexplicável.

Sempre que eu entrava em contato com ele, despertava um mundo desconhecido em mim. Era muito grata por ele me trazer de volta a mim mesma.
Esses dias foram gloriosos; falávamos de Anjos e Demônio, ele gostava desse tipo de assunto. Dizia-se fã de minhas ideologias. Ele alimentava-se da minha energia e eu da dele. Era uma troca justa.



Sim, vampiros existem. Não pra todo mundo, apenas pra quem acredita. Eventualmente eles aparecem. E desaparecem. Viram anjos e passam a habitar as terras longínquas, destinadas as doces lembranças; a minha lembrança tem um sabor de pastilhas de hortelã e o aroma de um único verão.

A missão deles é nos ensinar a gostarmos da vida, e entendermos a imortalidade. Viver intensamente de forma apaixonada.

Ele também segue sua própria vida paralelamente sem alterações aparentes. Não pode interferir em muita coisa. A condição não permite.

Isso tudo parece pertencer a uma vida tão distante, que nem parece ser mesmo a minha. Uma história de alguém perdido em algum lugar…

Acordo. E vejo que aconteceu.

Isso realmente aconteceu!






Para alguém...
Que ainda é muito especial pra mim.

Da maneira que tem que ser.









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