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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pensamentos Obsessivos






                                           


                        

                        

                                      

Não saberia dizer, quantas vezes esqueci-me de mim nesta cadeira, deste mesmo café, aqui nos confins da Galeria Chaves... E assistir todas as intenções em olhares perdidos como o meu, que passam e repassam vagos ao meu redor, como que procurando sentido na existência. Na extremidade de minha caneta, vou tracejando um novo universo, com trilha sonora de um filme antigo de ficção; talvez Blade Runner... Neste meu universo, as ruas são linhas tênues de histórias comuns como a minha. Muitas vezes escritas pela metade ou fragmentadas por ideias, pensamentos que nunca foram ditos na integra, historias sem um desfecho logico e ruas que não dão em lugar algum.
Sentar-me aqui se tornou um vicio apenas na companhia de um caderno de anotações. Estes olhares humanos estão marcados pelo mesmo vazio. É como o encontro de uma irmandade que se reinventam todas as tardes, nos sabores e aromas deste café, aqui nos confins da Galeria. Parece que as cenas foram preparadas pra mim, como um filme de ficção; que estarão aqui sempre que eu quiser. Esqueço-me das notas apena para observar e constatar, que aqui dentro toda a depressão tem aroma e sabor… A ilusão das palavras que escuto destes seres psicóticos são quase sempre sussurradas, inaudíveis. Para mim, são gritos agonizantes, mas imperceptíveis, que rotina alguma do lado de fora da Galeria é capaz de alcançar. Percebo que continuo fiel as minhas obsessões por voos...





quarta-feira, 3 de agosto de 2011

(ॐ) OM

Estamos todos a deriva 
Presos neste vórtice
incompreensível da existência
Se existe uma lógica!
Acredito que sim...
Está na colisão 
entre princípio e fim
Alfa e Omega 
Onde o olho onividente do arquiteto
tudo sabe
 


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domingo, 8 de maio de 2011

Haverá Futuro?









Haverá futuro?
Recordo-me com melancolia, das historias que meu avô contava para mim e um pequeno grupo de crianças sobreviventes da ultima grande epidemia, que dizimou a maior parte de nós. Ele falava-nos de uma época, em que as pessoas ainda se apegavam a grandiosos sonhos e planos para um fausto futuro, que nunca veio.
Meu avo falava-nos, que há quase um século, tudo que a humanidade possuía de primordial a vida e expectativas de futuro, começaram a desaparecer quase que por completo. A guerra por motivos que ele nunca entendeu muito bem, a poluição do ar, contaminação dos rios e oceanos. Em fim, o esgotamento das reservas naturais do planeta, resultou na triste realidade destes dias sombrios que vivemos hoje.
Não sei dizer se a vida já foi melhor, pois nasci aqui mesmo, em meio a estes escombros. Só conheci este lugar, aos pés deste contorcido e desmesurado esqueleto, que já foi um gigantesco centro urbano.
Quando saímos pelas imensas avenidas abandonadas, a procura de provisões tento imaginar; como deveria ser na época em que as pessoas aglomeravam-se nesta fabulosa metrópole, agora morta. Imensas raízes, que parecem garras assustadoras, rompem o asfalto totalmente desgastado pelo tempo. Encontrar alguém nestas ruas abandonadas tornou-se muito raro. Quando isso acontece, nos enchemos de esperanças.
Não temos muito que esperar nestes dias difíceis que estamos vivendo, só podemos contar uns com os outros, para sobreviver com o pouco de dignidade que nos deixaram. Se pudesse voltar ao passado, diria aquelas pessoas iludidas e egoístas; que o futuro chegaria sim, mas não da maneira que acreditavam. Que seus remanescentes seriam apenas mutantes enfermos e replicantes sem almas.
Nós.





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sexta-feira, 4 de março de 2011

.*. Desafio .*.


No fio de uma navalha...
Na beira de um abismo...
Encontra-se o limiar, 
o equilíbrio antes da queda.
Em direção ao nada,
com a certeza na mente
que uma aragem em movimento,

me precipitará ao sem retorno. 

O espaço a minha frente
é um apelo a liberdade.
A uma imensidão abaixo de meus pés,
pedindo-me que avance mais um passo,
pra sentir a fragrância do ar em movimento

que envolve o corpo na queda livre. 

Sei que num momento estólido a coragem virá...
Deixarei a segurança que antecede a loucura,
para desafiar de vez a gravidade...
Libertar a alma deste cárcere,
enquanto sentirei asas crescendo nas costas.
Meu primeiro vôo no azul sem fim...

(¯`·._)(¯`·._)  (¯`·._)(¯`·._)




                                                                                                                       

Mediante o inevitável, nossos medos já multiplicados só esperam o momento do último instante. Ficamos diante de nós mesmos e de nossos enganos. Damos um singelo adeus ao rosto marcado pelo tempo, pelo pouco amor, pela dor. Tocamos o mesmo corpo que foi nossa casa, nossa casca, nossa armadura e parece que estamos como sempre e na verdade sempre fomos assim.

É estranho, mas as perguntas mais absolutas estão bem ali. Elas só esperavam o momento certo e eis que ele chegou. Elas falam das respostas que nunca demos, dos lugares que não marcamos presença, dos beijos que não roubamos. Consigo enlouquecer mais uma vez, pois que sentido há em saber como teria sido se já não pode ser feito?

Diante do fim as coisas devassas são criaturas divinas e os anjos de Deus são lamparinas apagadas. Eu me lembro daquela velha árvore seca... Ah, como lembro! Ela jamais perdeu um galho sequer; nunca perdeu sua identidade e para que serve sua existência? Ela viveu do jeito que tinha que ser. Não precisava de nada mais; nem de solo fértil nem de grama verde. Ela jamais viu sua sombra.

E a pergunta esta ali. "Não seria eu a sombra que falta a esta árvore?" "Não seria eu - seca e inútil - a ocupar o espaço que falta ao chão?" Minha imaginação dá folhas aos seus galhos e estas folhas contam a minha vida. Eu sei que o tempo não esta a meu favor. Mas quem se importa? Eu? A árvore? Não... Nós não.

Eu sempre vivi cada passo de uma vez, um gole de cada vez. Eu também estive seca todos estes anos e a esperança nas mudanças me tornou uma pessoa  que acreditou numa vida de mentiras. Sempre dando um jeito para tudo; sempre sorrindo para todos. Sempre consertando os erros dos outros. E os meus, quem consertou os meus? Você? As medidas exatas, as histórias perfeitas, as datas certas... Esta foi minha vida, minha ilusão.
Eu nunca chorei a sem motivos, eu nunca fiz nada sem motivos, talvez esses sejam as minhas melhores justificativas, eu nunca... Eu nunca arrisquei demais, comi demais, fui feliz demais. E agora alguém diz que devo partir. Como posso partir? O que devo levar o que devo deixar? Quem chorará por mim? Quem se lembrará de mim?
Perguntas, malditas perguntas...
Para onde vou se não conheço lugar nenhum? Quem me espera? Esperam-me?
Abro bem meus olhos e sem mais perguntas (nem respostas) me apresento ao fim.


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quinta-feira, 3 de março de 2011

.:*:.Debilidade



Esta lânguida  manhã,
insiste,
quer vestir-se 
de outono
e entorpecer meu dia.
Morna melancolia
se aproxima novamente,
é o sono da depressão.
Falsa serenidade,
trabalho inglório
querer dete-la
e esconder 
o sol tépido,
por atrás das brumas
translúcidas de minhas lembranças.
A memória
é um algoz fiel.  







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domingo, 27 de fevereiro de 2011

.¸¸.*♥ HÁ MAGIA NOS QUINTAIS




Chuva que cai em tarde ensolarada

Noite que desce estrelada

Poesias que não rimam com nada

E carinho pela pessoa amada.


Leio o que eu não posso ver

Sinto o que eu não posso ter

Tenho fé onde eu não posso querer

Amo por apenas crer.



Tenho sensações inesperadas

As vezes não penso em nada

Não consigo entender o porque

Da direção desta estrada.



Este mundo ainda irá existir

Quando dessa terra eu partir

Pois meu coração pulsa e arde

Por tudo que da minha vida faz parte.



E o badalar do sino

Me lembra de quando eu era menina

Que para ser feliz

Bastava ter amor e carinho.















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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O jardim secreto

Inicia o dia com aroma de outono, com um sol tímido, apenas se faz notar por entre a folhagem húmida da tua floresta. Estou a muito acordada, esperando que o dia chegue. Cruzei a noite, que se vestiu de mim, na plácida tranquilidade do teu silêncio. Espero agora pelos sons do dia.
 
O cansaço massacra o corpo, mas o espírito sempre desperto força-me a estar acordada, mesmo quando estou dormindo. Durante o dia o corpo onde vivo insiste na vida, incessantemente. De noite, a alma que nele habita, deixa este corpo dormir, fazendo-o estar acordado para sonhar.
 
Encontro a paz, no silêncio das manhãs frias de Outono, nos dias chuvosos de Inverno, ou, na calmaria das noites de Primavera. Sempre aqui, sentada no meio da floresta encantada, sob a sombra destas árvores milenares. Olho os dias e escuto as noites, que passam, nesta dimensão fantástica que caminha par a par com a realidade, sem se tocar.
 
Nesse jardim encantado, onde escondes as tuas memorias... Passeia a magia que carregas contigo, espalhas no ar mil fragrâncias para mais tarde saber por onde voltar. Esse manto enevoado que te esconde o rosto, torna-te um ser quase irreal. Nesta floresta misteriosa, onde sempre te procuro encontrar, perco-me na refrescante densidade da floresta, que contrasta com o brilho da tua pele de Lobo.
 
O cantar dos pássaros que adormecem no teu jardim, diluiu-se na atmosfera enigmática e silenciosa de um mundo criado à tua imagem e semelhança. A beleza que reflete em ti é única, tu nem percebe. Ela expande-se por esse teu universo, e tu, com teu instinto, caminhas indiferente, sobre as folhas amarelecidas deste Outono que vai chegando.

Entre a bruma, sinto o pulsar do teu corpo, e a tua alma trespassa cada ramo, cada folha, fazendo-se presente em cada flor e gota de orvalho que ilumina o caminho à minha frente. Aqui, a noite nunca é completamente escura, e o dia, nunca é completamente luz, neste equilíbrio que advém do fundo do teu ser, é o relógio que marca o tempo, neste lugar escondido, no fundo da tua alma solitária. Observo tudo desta imensa gaiola reservada aos esquecidos, sou apenas uma errante e proscrita... Apenas observo. Espero pelas primeiras gotas de chuva, que hão de lavar-me o corpo, limpar-me a alma e adormecer-me o espírito, para que se purifique e renasça para um novo momento de vida.




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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

●๋• INSANO



Diga-me!
Que tua maldade,
reside na loucura.
Fruto da dor insuportável,
inerente na existência vã.

Dilacera!
Com teu desejo vil,
a procura do doce sabor da vida
que na tua vida se perdeu...
O pecado persegue o pecador.

Engana-te!
Quando divides
comigo esta culpa!
Mortificas o presente
e perpetuas a mágoa.
O crime reconhece o causante.

Sacia-te!
Tu que irás beber
todo este sangue,
derramado em nome
do desejo e da ambição.

Mente!
Tenta iludir a consciência.
Deter o horto das lagrimas,
Para não ver o que te tornas-te.
O mais carniceiro dos Leviatãs.





terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ø-VAZIO-Ø


 

O que vai a mim, não sou eu
o que está em mim, se perdeu...
o que faz tão largo,
este residente amargo?
Por que o que me arvora,
incólume, me devora?
O que vem de mim, não é meu
o que passa por mim, esvaeceu...
por que este âmago latente
que finge, morre em mim,
e mente?
O que pesa em mim, corroeu
o que leva de mim,
dentro, e perto, e centro
estremeceu...
por que e onde d’essa ânsia,
que já é fulcro e reentrância ?
Por que o que preso, excreta,
e me assola, e se decreta?
O que jaz por mim, já viveu
o que vive em mim, já jazeu
o que foge de mim, pariu
o que queima de mim
já esmoreceu...
o que longe de mim, partiu
o que próximo de mim,
nada mais aconteceu...





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