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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pensamentos Obsessivos






                                           


                        

                        

                                      

Não saberia dizer, quantas vezes esqueci-me de mim nesta cadeira, deste mesmo café, aqui nos confins da Galeria Chaves... E assistir todas as intenções em olhares perdidos como o meu, que passam e repassam vagos ao meu redor, como que procurando sentido na existência. Na extremidade de minha caneta, vou tracejando um novo universo, com trilha sonora de um filme antigo de ficção; talvez Blade Runner... Neste meu universo, as ruas são linhas tênues de histórias comuns como a minha. Muitas vezes escritas pela metade ou fragmentadas por ideias, pensamentos que nunca foram ditos na integra, historias sem um desfecho logico e ruas que não dão em lugar algum.
Sentar-me aqui se tornou um vicio apenas na companhia de um caderno de anotações. Estes olhares humanos estão marcados pelo mesmo vazio. É como o encontro de uma irmandade que se reinventam todas as tardes, nos sabores e aromas deste café, aqui nos confins da Galeria. Parece que as cenas foram preparadas pra mim, como um filme de ficção; que estarão aqui sempre que eu quiser. Esqueço-me das notas apena para observar e constatar, que aqui dentro toda a depressão tem aroma e sabor… A ilusão das palavras que escuto destes seres psicóticos são quase sempre sussurradas, inaudíveis. Para mim, são gritos agonizantes, mas imperceptíveis, que rotina alguma do lado de fora da Galeria é capaz de alcançar. Percebo que continuo fiel as minhas obsessões por voos...